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sexta-feira, 17 de junho de 2011

JEITO DE VIVER.

Permita que eu me apresente a você
Apesar de já me conhecer.
Estou por aqui a longos, longos anos
Mas nunca saí dos seus sonhos.

Sou o seu amigo imaginário.
Seu reflexo no espelho do armário.
Sou seu amante, a mais louca tentação.
Sua mais perfeita projeção.

Estou aqui
Muito prazer.
De vazão ao seu eu
Aprenda um novo jeito de viver.

Ora sou a vóz da consciência
Preservando a sua inocência.
Ora sou a aversão das agruras
O puro impulso da luxúria.

O herói que salva
Do perigo e da solidão.
O vilão que mata
E destrói a relação.

Estou aqui
Muito prazer.
(Hou ié).
De vazão ao seu eu
Aprenda um novo jeito de viver.

Use e abuse da maquiagem na cara
Ou simplesmente retire sua máscara.
Ignore as más línguas que te falam mal
Transforme sua fantasia em real.

Viva a vida, antes que ela chegue ao fim.
Afinal o seu final é certo e que termine feliz.
Então vamos lá, apresente-se também
Apesar de eu te conhecer muito bem.

Estou aqui
Muito prazer.
(Hou ié).
De vazão ao seu eu
Aprenda um novo jeito de viver.

Estou aqui...

Se um santo pode ter sido marginal
E vice-versa é só conversa, afinal
O que importa é se livrar da hipocrisia
Solte-se, simplesmente viva.

Um dia quanto envelhecer
Verá que não há nada do que se arrepender.
Terá superado tudo,  dor ou o amor, e será feliz.
Foi um prazer e se puder, por favor, não se esqueça de mim.

Estou aqui
Muito prazer.
(Hou ié).
De vazão ao seu eu
Aprenda um novo jeito de viver.




Leonel Cordeiro.
(Sympathy for the devil – Roling Stones).

sexta-feira, 27 de maio de 2011

OLHE POR NÓS.

Olhe por nós, mas sem fazer descriminação.
De raça, credo ou classe social.
Somos divinos além da nossa opção
Ou orientação sexual.

Somos iguais aos que residem atrás dos muros das mansões.
E aos artistas de rua.
Somos iguais aos que habitam as torres das catedrais.
E às prostitutas.

Olhe além das jóias, que cobrem o nosso corpo.
Ou dos fétidos trapos.
Das planícies aos vales, das piscinas aos esgotos.
Dos palácios e dos barracos.

Somos iguais aos que estão em cena, ou na plateia.
E aos mendigos na rua.
Somos iguais ao vagabundo, e ao cara que trabalhou a vida inteira.
E ao que pisou na lua.

Olhe pra nós.
Somos iguais.